quinta-feira, 26 de setembro de 2013

OBRA DE HOMENS OU DE DEUS?

Escrito em 02/12/2012

“Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus. E concordaram com ele.” (Atos 5:38 e 39)

Estas palavras foram ditas por Gamaliel, fariseu, membro do Sinédrio, mestre da lei, homem acatado por todo o povo, num acirrado contexto de controvérsias entre as autoridades civis e eclesiásticas de um lado, e do outro, os apóstolos e discípulos, em função dos milagres e da pregação do Evangelho da Salvação em Cristo Jesus, que os segundos vinham fazendo em Jerusalém.

Ressalta-se que Jesus retornara aos céus e, no Pentecostes, enviara o Espírito Santo, que capacitara os segundos com dons especiais para o ministério. Eles haviam sido presos por ordem dos primeiros e um Anjo do Senhor os libertara da prisão, orientando-os a voltar ao Templo e continuar o trabalho evangelístico e curas entre o povo.

Pela vontade dos primeiros, os segundos deveriam ser mortos; foi então que Gamaliel, com sabedoria e habilidade, consegue convencê-los a evitar tal crime. Mesmo assim, os primeiros ainda mandaram açoitar os segundos e novamente lhes ordenaram que não pregassem o nome de Jesus.

Entretanto, os apóstolos não se intimidaram e continuaram a ensinar e a pregar, no templo e de casa em casa, diariamente.

Naturalmente que os problemas não pararam por aí, muitos conflitos e até mortes ainda estavam por acontecer. E mais: não somente em Jerusalém e naqueles idos do primeiro século d.C.. A História comprova.

Nos últimos meses de 2012, dois missionários estavam correndo risco de morte em Togo, na África.

O nome de Jesus para uns é fonte de vida e salvação, mas para outros, revolta e perseguição. E a controvérsia deve perdurar até o final dos tempos, até que o Reino de Deus seja definitivamente restabelecido na Terra, após a Volta de Jesus e o Milênio, conforme descrito em Apocalipse.

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/

Todavia, há que se valorizar a presença de pessoas inspiradas e tocadas pelo Espírito Santo, mesmo entre os contrários, como foi Gamaliel. E também Nicodemos. Com certeza, Deus levanta homens e mulheres de bem, para facilitar o avanço da Sua obra na Terra. Por isto, é importante orar pela oposição, pelo governo, pelas autoridades constituídas, pelos inimigos, porque Jesus morreu também por eles. A conversão é individual e imprevisível por nós.  

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

JUSTIÇA E RETIDÃO

Escrito em 19/09/2013

“Louvar-te-ei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas... porque sustentas o meu direito e a minha causa; no trono te assentas e julgas retamente.” (Salmos 9:1 e 4)

O povo brasileiro teve oportunidade de presenciar neste ano o Julgamento do Mensalão, realizado pela suprema corte do Brasil, o STF – Supremo Tribunal Federal, onde vários políticos nacionais de cúpula se envolveram num tremendo escândalo de corrupção.

Fonte: http://commondatastorage.googleapis.com

Foram vários meses de julgamento e culminou com um recurso denoninado Embargos Infringentes, destinados a revisão do julgamento de alguns dos crimes de 12 envolvidos (eram 25) – o que gerou um suspense nacional nesta última semana, porque 5 ministros votaram contra e 5 votaram a favor, de modo que coube ao 11º ministro o desempate.

Para decepção da maioria do povo brasileiro e alegria dos réus, o desempate foi favorável aos Embargos Infringentes. Isto não garante que eles sairão ilesos, ao final desta revisão do julgamento.

Considerando do ponto de vista das Leis Brasileiras, o recurso para reavaliação de um julgamento é natural e visa à ampla defesa do réu; e a Constituição Federal assegura este direito a qualquer cidadão. Como os envolvidos foram julgados pela corte suprema, não há outro tribunal ao qual recorrer, a não ser no caso de terem 4 votos (no mínimo) a eles favoráveis e assim poderiam entrar com os Embargos Infringentes, de acordo com uma Lei do Regimento interno do STF.

Ocorreu também uma controvérsia sobre a validade desta lei, que, segundo alguns juristas, por não ter sido abolida explicitamente por lei maior, presume-se que foi acatada.

Considerando do ponto de vista da justiça pura e simples, aqueles réus, por serem pessoas responsáveis pela liderança do país, escolhidas por voto direto ou por indicação do Presidente da República, pessoas essas que deveriam ter uma conduta ilibada, irrepreensível, por estarem administrando o bem público, traíram a confiança de toda a nação e, portanto, deveriam há muito tempo estar atrás das grades, além da pena de devolverem os valores usurpados.

Por isto, ontem (decisão foi em 18/09/2013), os jornais apresentavam manchetes críticas e as redes sociais apresentavam imagens da estátua da justiça toda encurvada, sendo cravada ao peito por uma espada.

Nós cristãos estamos sujeitos às leis do país onde vivemos, mas acima dessas, contamos com um Deus todo poderoso, que prescruta os corações, que nos julgará, com justiça e retidão, segundo as leis divinas, que, por sua vez, são um transcrito do seu caráter de Amor. Ele é cheio de misericórdia, bondade e perdão, a ponto de dar o Seu Filho Unigênito para nos salvar. Este, com o Seu sangue e Sua vida perfeita, sem pecado, nos justifica diante do Pai.

Fonte: http://4.bp.blogspot.com

Jesus é nosso advogado, pleiteia a nossa causa e nos confere o direito de reconciliar a nossa vida com Deus; Ele perdoa as nossas transgressões e nos livra da condenação, se realmente O aceitamos como nosso Salvador e passamos a viver uma vida em comunhão com Ele. Uma vez que O aceitamos, prometemos também imitá-Lo, fugindo do pecado e procurando viver uma vida santificada, numa relação de amor com Ele e com nossos semelhantes.

Acha-se em andamento no céu desde 1844, segundo interpretação adventista da profecia de Daniel 8:14, sobre a Purificação do Santuário, um julgamento, onde todos, vivos e mortos, estão passando sob o escrutínio de Deus.

Estamos vivendo momentos solenes do final dos tempos, onde nosso futuro está sendo decidido. Não precisamos ficar com medo; precisamos sim nos manter em harmoniosa conexão com os céus. Ao final, haverá dois grupos: os que vão receber a vida eterna e os que vão receber a condenação e destruição definitiva, a segunda morte.

Deus é Amor, mas é também Justiça.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

JÚBILO NO SENHOR

Escrito em 01/12/2012

“Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença, há plenitude de alegria; na tua destra, delícias perpetuamente.” (Salmos 16:11)

Este é um salmo messiânico, ou seja, Davi estava aí profetizando sobre o Messias que viria. 

Examinando os versos anteriores, constata-se que Davi viu antecipadamente eventos relacionados com a morte e ressurreição do Messias prometido; como Deus o Pai não permitiria que Jesus permanecesse morto numa tumba fria, nem que seu corpo sofresse deterioração e o ressuscitaria, para completar o Plano da Redenção da raça humana.

Fonte: http://elregresa.net/wp-content/uploads/2012/11/Jesucristo-junto-a-los-angeles-1

Por outros textos bíblicos, sabemos que Jesus subiu aos céus, foi recebido com honras e glórias pelas hostes angélicas, bem como pelo Pai e Se assentou à direita dEste no trono celeste. Então, o presente verso retrata a expressão de alegria que seria (e foi) vivenciada por Jesus, após sofrer a morte de cruz, como o “cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”.

Embora sejamos mortais, tenhamos um corpo que sofre com doenças, dores, envelhecimento, morte e deterioração em vida e mais ainda na sepultura, numa segunda interpretação, este verso também se aplica a nós, os filhos de Deus na Terra.

O Senhor coloca ao nosso inteiro dispor a possibilidade de conhecê-Lo e amá-Lo; nos aponta os caminhos da vida, descortinando, pela Sua Palavra, as veredas da salvação, permitindo-nos levar uma vida de comunhão com Ele. 

Claro que enquanto neste mundo, ainda ficamos sujeitos a muitos males, mas apesar deles, é possível antecipar, em parte, a alegria de viver na presença do Senhor, e pela fé, aguardar a vida eterna, em plenitude de alegria e de delícias perpétuas à destra de Deus. 

Assim considerando, às vezes nos deparamos com situações tão tristes e desagradáveis, que deixariam qualquer um deprimido, mas ao se penetrar na realidade da pessoa envolvida, percebe-se ali um coração esperançoso, forte, corajoso, cheio de alegria no Senhor. Então, a gente sente vergonha pelo sentimento que de nós se apossou, por ter julgado apenas pelas condições aparentes. O senso da presença de Deus é capaz de operar maravilhas!

Quantas vezes tentamos confortar alguém que sofreu algum tipo de perda significativa e somos nós que saímos confortados!...

Aguardemos com esperança a Volta de Jesus, para restaurar todas as coisas e nos trazer a plenitude de alegria.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

DEUS PERDOADOR

Escrito em 13/11/2012

O SENHOR é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniquidade dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração. Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até aqui. E disse o SENHOR: Conforme à tua palavra lhe perdoei.” (Números 14:18-20)

Este diálogo acontece num contexto de rebelião do povo hebreu que Deus tirara do Egito, onde vinha sendo escravizado, e conduzia para a terra Prometida.

Fonte: http://tempodecolheitaevitoria.com.br

O povo já estava próximo a Canaã e então foi formada uma comitiva para espiar a terra. Ao final de quarenta dias, a comitiva voltou, mas a maioria ficou com medo, porque a terra era habitada por gigantes, diante dos quais, se sentiram como gafanhotos, apesar de que a terra era altamente produtiva. 

Somente Josué e Calebe foram favoráveis à ideia de se tomar posse da terra, como era plano de Deus. Todos os demais murmuraram contra Moisés, planejaram constituir nova liderança, apedrejar a atual e voltar para o Egito.

Diante disto, a glória de Deus aparece na tenda da congregação e Ele diz a Moisés para destruir este povo de dura cerviz, porque vinha protegendo-o, livrando-o de males e perigos, alimentando-o e operando muitos milagres em seu favor e, em troca, só rebelião.

Mas Moisés, que era um homem manso, amoroso e inteligente, intercedeu pelo povo perante Deus, apresentando considerações convincentes, com base no caráter de Deus, caráter este fundamentado na longanimidade, misericórdia e perdão.

Além disto, argumentou Moisés que os outros povos da terra, principalmente do Egito, julgariam Deus como incompetente, Que, por não conseguir fazer o povo avançar, optara por destruí-lo no deserto.

Assim, Deus acata as considerações de Moisés e perdoa o povo, mas o faria vaguear pelo deserto por 40 anos, de modo que os mais velhos, que fomentaram a rebelião, morreriam no deserto, não entrariam na Terra Prometida. Afinal de contas, Deus é Amor, mas é também Justiça, como disse Moisés, não inocenta o culpado, a menos que haja um arrependimento sincero e mudança de atitude.

Muitos de nós hoje somos como o povo hebreu: ingratos, reclamadores, murmuradores, fomentadores de rebeliões; não fazemos a nossa parte e só queremos que Deus nos atenda a tempo e à hora; sempre dispostos a criticar, só enxergando o lado negativo das coisas, do tipo pessimistas, quando não arrogantes.

Precisamos parar e pensar um pouco:

  • Não seria por motivos semelhantes que, às vezes, nos encontramos em situação desvantajosa, tanto nos aspectos materiais quanto espirituais?
  •  Quantas vezes reconhecemos a mão misericordiosa de Deus operando em nossa vida e na de nossos familiares?
  • Quantas vezes demonstramos espírito de gratidão por tantas bênçãos que recebemos ao longo de nossa jornada aqui na Terra e no nosso cotidiano?
  • Quantas vezes levamos ao Senhor as nossas lutas e nEle depositamos a nossa confiança, fé e esperança? 

Caberia aqui uma série de perguntas sobre nossas relações pessoais com Deus, que cada um pode fazer por si mesmo.

Que nós possamos refletir sobre a experiência negativa do povo hebreu e sobre a misericórdia e amor divinos, para crescermos em nossa comunhão com Deus.




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

CELEBRANDO O NIVER DA SÁ

Escrito em 11/09/2013

“Celebrarei as benignidades do Senhor e os seus atos gloriosos, segundo tudo o que o Senhor nos concedeu e segundo a grande bondade para com a casa de Israel, bondade que usou para com eles, segundo as suas misericórdias e segundo a multidão das suas benignidades.” (Isaías 63:7)

Lourdes com netos 

Ontem foi o aniversário da minha mãe – LOURDES PIRES BRETTAS; ela completou 98 anos de idade. Apesar desta idade, a Sá (como meu pai a chamava) é cheia de vigor e energia.

A Maressa, minha sobrinha criou no Facebook, um grupo “Niver da Sá”, onde iam sendo publicados os preparativos para o grande dia da celebração do aniversário da minha mãe.

A minha filha Riza, que não conviveu com meu pai (ele faleceu quando ela estava com 6 meses), perguntou: “Por que Sá? Não entendi nada”. Então, as primas que conviveram com o Binga (vô Domingos) esclareceram.

Antigamente, as moças eram chamadas de Sinhá (geralmente as filhas dos senhores de engenho, fazendeiros de café e outras culturas). Depois, abreviou-se  para Sá.

O Niver da Sá foi celebrado no dia 07/09/2013, aproveitando o feriado, para facilitar o comparecimento dos parentes distantes.

A festa foi maravilhosa, compareceram quase 200 pessoas de todas as idades. Pura alegria!

Minha mãe mesmo escolheu o local: uma casa de festas simples, com uma área coberta e outra livre, um ambiente bucólico, cheio de árvores frondosas, muitas plantas, brinquedos para as crianças, caramanchões com banquinhos; enfim, um ambiente agradável.

Minha sobrinha Pedrita, como apoio de sua mãe Mariana, de tios, irmãos, cunhadas e primos, planejou, organizou e executou toda a festa com muito esmero e dedicação. Foi formado um time muito ativo e produtivo. Por isto, tudo ficou muito bom: as comidas deliciosas, música ao vivo, decoração linda! Destaque para as lembrancinhas: bonequinhas idosas adornavam todas as mesas e uma bonecona também idosa ladeava a mesa do bolo e de docinhos, sob um painel azul e branco do Cruzeiro (time da minha mãe; ela é torcedora dele).

A maior satisfação foi a presença dos parentes de norte a sul do país; foi uma alegria rever tantos parentes: o Isnar (irmão do meu pai) e família, sobrinhos,  filhos, netos, bisnetos e respectivos maridos e namorados. Ela tirou foto com todos. Paulo Saito (genro da Sá) liderava o serviço fotográfico, houve momentos em que seis pessoas fotografavam ao mesmo tempo.

Foi uma tarde inteira de festa, com abundância.

À noite, a Sá, já cansada, recostou na cama, e logo o quarto encheu de filhos e netos. A minha filha Mira, logo se ofereceu para abrir os presentes: ia abrindo os embrulhos, lendo as dedicatórias e passando para a vó Lourdes. Foi um momento de grande emoção, com destaque para a carta escrita pela Gracinha, minha prima, filha da tia Sani (Sinhá Leny), que falava da sabedoria, paciência e fé que orientam a vida da minha mãe. Ela retratou com perfeita autenticidade as características da minha mãe, que, apesar das grandes lutas da vida, em meio à pobreza, tinha e ainda tem, uma palavra de incentivo para cada um, um sorriso otimista, e uma confiança inabalável em Deus.

Por tudo isto, nós que convivemos com ela, e usufruímos dos benefícios desta convivência, temos muito a agradecer a Deus pela vida e saúde da Sá e portanto, muitos motivos para celebrar a Sua benignidade, Seus atos gloriosos, bondade e misericórdia para com a minha mãe e para conosco.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

APLAINANDO OS CAMINHOS PARA O MESSIAS

Escrito em 12/11/2012

“E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.[...] E tu menino, será chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; para dar ao seu povo o conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados. (Lucas 1: 17, 76 e 77)

Zacarias e Isabel era um casal temente a Deus, pessoas justas e irrepreensíveis em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Não tinham filhos; ela era estéril e ambos já avançados em idade. Mas Deus os escolheu para serem os pais de João Batista, que viria ao mundo com uma missão especial.

O verso 17 acima são palavras do Anjo que anunciou a concepção de João ao seu pai, quando oficiava no templo. Os versos 76 e 77 foram profetizados por Zacarias, após o nascimento do menino.

Importa destacar também que os profetas Isaías (40:1-5) e Malaquias (3:1), que viveram muitos séculos a.C., profetizaram sobre a vinda de um mensageiro, que iria preparar o caminho para a vinda do Messias.

Assim, João Batista foi uma pessoa muito querida aos olhos de Deus; veio ao mundo de forma miraculosa, com uma missão especial: preparar o espírito do povo para a vinda do Messias, o Redentor tão esperado.
 
João Batista teve uma tarefa nobre, porém árdua, porque o povo estava afastado do Senhor, pela prática principalmente da idolatria e assim foi necessário que ele transmitisse mensagens de advertência, incentivando ao arrependimento dos pecados e à conversão, porque o Messias deveria logo Se manifestar ao povo, para efetivar a redenção do homem.

Coube a João Batista aplainar os caminhos do Messias e aqueles que aceitavam a sua mensagem eram batizados com água.

Fonte: http://ts1.mm.bing.net

Quando Jesus veio ao encontro de João Batista, pedindo o batismo, o Espírito de Deus revelou ao segundo que o primeiro era o Messias tão aguardado e então, João Batista exclama: “Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”.  Disse também que não era “digno de desatar-Lhe as alparcas” (sandálias).

Na verdade, João Batista nem queria batizar Jesus, porque se julgava indigno. Mas Jesus insistiu, porque este era um evento importante no cronograma do Plano da Redenção, que teria de ser cumprido.

Assim, o maior privilégio do Batista foi batizar Jesus e ver o Espírito Santo descendo sobre Ele em forma corpórea, como pomba e ouvir a voz de Deus bradando do céu: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. O batismo de Jesus ocorreu no 27 d.C.

João Batista teve sua vida ceifada ainda jovem, com pouco mais de trinta anos, tendo sido decapitado por ordem de Herodes, a partir de uma trama armada por Herodias, que vivia com ele, mas era mulher de seu irmão Filipe e o traíra. Eles haviam sido advertidos pelo Batista sobre tal fato e conclamados ao arrependimento e abandono do pecado, mas ao invés de acatar, ela optou pela vingança.

Jesus afirmou: “... dentre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista”.

Jesus veio e cumpriu a fase mais dolorosa do Plano da Redenção, dando a Sua vida num sacrifício expiatório para salvação da humanidade. Ele ressuscitou, subiu aos céus, mas prometeu voltar e nos resgatar deste mundo de pecado.

Estamos já no século XXI e aguardamos ainda a segunda vinda de Jesus, em poder e glória.

Temos uma missão semelhante a de João Batista: levar ao mundo a mensagem da volta de Jesus e a importância da nossa preparação para ela, de modo que sejamos encontrados justos diante de Deus.

Que possamos como João Batista cumprir a nossa missão.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

OVELHAS SEM PASTOR

Escrito em 11/11/2012

“Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.” (Marcos 6:34)

Fonte: http://combonianos.pt

Este episódio ocorreu num momento em que Jesus e os discípulos se deslocaram de barco, de um lugar para outro, buscando um merecido descanso, após um período de intensa atividade com o povo. Porém, muitos os viram partir e também para lá correram, de todas as cidades, para ver e ouvir Jesus.

Embora estivesse buscando um lugar de repouso, Jesus percebe que precisava de atender a esta multidão. Seu amoroso coração enche-se de compaixão, porque as pessoas que ali estavam eram como ovelhas que não têm pastor. Então, Jesus muda as prioridades.

Ali estava um povo carente do conhecimento do verdadeiro Deus, ali estava um povo que vivia tenso com a carga que lhes era imposta por uma casta religiosa, que embora responsável pelos oráculos divinos, era constituída de meros ministros de rituais, que traziam  sobre o povo um conjunto cada vez mais elaborado de regras, que deixava as pessoas aflitas e exaustas (assim diz Mateus 9:36), ao invés de propiciar-lhes alívio e paz.

As ovelhas são totalmente dependentes de seus pastores para conduzí-las a pastos verdejantes e a águas cristalinas, e Jesus logo captou a sua urgente necessidade, que precisava ser satisfeita de imediato. Elas tinham fome e sede do Deus vivo e Este estava ali, diante delas, pronto a saciar-lhes os anseios mais profundos da sua alma.

Este Deus, com Seu caráter de bondade, misericórdia e amor, Se dispõe, convida-as a se assentarem na relva verde e passa a lhes dar o alimento espiritual e a água da vida, que jorra para a vida eterna.

E ali ficam horas e horas, a ponto de os discípulos interromperem a Jesus, sugerindo-Lhe que as despedisse, para que cada uma se virasse para conseguir alimento material nas redondezas, porque já deviam estar também famintas de pão material. Mas Jesus lhes faz uma contra-proposta no sentido de que eles mesmos provessem o alimento. Acontece então o primeiro milagre da multiplicação dos pães. 

Em nossos dias, vemos multidões nas ruas, nas praias, nos metrôs, nos campos de futebol e até mesmo nas igrejas.

Muitos ali não conhecem o Deus verdadeiro, nosso criador, mantenedor e redentor; seguem suas vidas como ovelhas errantes, perdidas, que não sabem aonde ir.

Outros estão tão introvertidos em seus problemas e lutas, que vivem um dia após o outro, sem buscar alento para seus corações sofridos, sem enxergarem uma solução.

Há ainda aqueles que se julgam auto-suficientes, estufam o peito e seguem em frente se achando os poderosos.

Todavia, há na multidão, um contingente humilde, que se receber a Palavra de Deus, saberá digerí-la, permitirá que o Espírito Santo lhe toque o coração e a mente, de modo a absorver os nutrientes de salvação que ela contém.  

Ontem e hoje, lá e aqui, há multidões como ovelhas que não têm pastor. Cabe aos cristãos o privilégio e a honra de apresentar-lhes JESUS - o BOM PASTOR.