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sábado, 26 de janeiro de 2013

REVERÊNCIA A DEUS

Escrito em 31/08/2012

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Isaías 6:1-3)

A Reverência a Deus sempre foi um assunto de extrema importância e muito mais em nossos dias, quando tem havido uma inversão de valores e a  irreverência tem sido enaltecida, como se pode ver na mídia televisiva. 

Quando o profeta Isaías teve a visão de Deus em Seu trono, descrita nos versículos de hoje, ele achou que iria morrer: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” Mas neste momento, veio um serafim, tocou-lhe a boca com uma brasa viva do altar de Deus e assim foi tirada a sua iniquidade e perdoado o seu pecado.

Quando entramos numa catedral, o ambiente solene e imponente nos constrange ao silêncio e a uma atitude de oração, porém nos sentimos mais à vontade numa igreja mais humilde e com isto, muitas vezes, acabamos por perder o sentido da reverência, conversamos com os amigos, rimos, como se estivéssemos num encontro social.

Reverência significa respeito às coisas sagradas, acatamento, veneração, devendo se traduzir numa atitude prática de honra e adoração a Deus. Assim, a Igreja, independente de ser uma suntuosa catedral ou uma humilde capela, é um local onde vamos encontrar com Deus de uma forma especial, porque, na verdade, Ele é onipresente e, portanto, está em todo lugar.

Embora “Igreja” signifique principalmente a reunião de pessoas com o intuito de adoração a Deus, usaremos hoje o termo para designar o “templo”.

Assim, a Igreja é um lugar onde vamos para cultuar a Deus, para adorá-Lo na beleza de Sua santidade, para uma melhor comunhão com Ele, para buscá-Lo de todo coração. É um lugar de encontro da criatura com o seu Criador, do redimido com o seu Redentor, do mantido com o seu Mantenedor; ali devemos demonstrar-Lhe nossa gratidão por tudo o que Ele fez e continua fazendo por nós, por todas as bênçãos que nos concede, sejam espirituais ou materiais.

A Igreja é um local onde devemos manter a reverência, mas não precisamos nos sentir tolhidos, não é isto que Deus quer; ali nós podemos ser espontâneos na nossa adoração, abrir o nosso coração a Ele, levar-Lhe nossos pedidos e nossa homenagem de gratidão. Devemos evitar a conversa frívola, os assuntos que desviam a nossa mente do objetivo principal da comunhão e da adoração.

Já ouvi muita gente dizer: “não preciso ir à Igreja para encontrar com Deus”, mas Deus fica feliz de ver o Seu povo reunido, louvando e bendizendo o Seu nome em assembléia. Da parte humana, congregar com os irmãos é algo que faz bem e edifica a fé.

A Palavra de Deus diz: “Não abandoneis a vossa congregação como é costume de alguns.” 

Até no período em que o povo de Deus viajava pelo deserto, indo do Egito para a Terra Prometida, Deus orientou a Moisés a construir um tabernáculo, que apesar de ser montável e desmontável, tinha uma estrutura toda especial, que foi especificada por Deus e foram escolhidos homens talentosos para a sua construção. O serviço sagrado ali realizado foi também todo orientado por Deus e requeria uma total reverência. Ali eram oferecidos os sacrifícios que simbolizavam a morte de Jesus pela redenção do homem, que aconteceria no futuro.

Bem, de minha parte, amo ir à Igreja, congregar com os meus irmãos na fé, estudar em grupo a Palavra de Deus, discutir os assuntos doutrinários mais complexos, trocar experiências de fé e evangelismo, orar, louvar e bendizer o nome de Deus. Tudo isto edifica a Igreja, que somos nós, o povo de Deus, como dito mais acima.

Fonte: http://adventismoemfoco.files.wordpress.com/2009/07/igreja-central-de-vitoria

Apesar de não cantar bem, amo cantar em congregação:

“Ó, vem, vem, vem, vem, vem à Igreja comigo, louvar e adorar ao Senhor! Oh, quão bom é estarmos unidos pelos laços fraternos do amor!” (Hino 507 do HA)

domingo, 7 de outubro de 2012

ADORAÇÃO E LOUVOR

Escrito em 21/07/2012

                                     “Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação de dia em dia.[...] Adorai o Senhor na beleza da sua santidade; tremei diante dele todas as terras.” (Salmos 96:2 e 9)

Hoje eu tive a oportunidade de participar de um verdadeiro culto de adoração, na simplicidade de uma igreja pequena, de onde saí com uma fé renovada na bondade e misericórdia de Deus, no Seu Amor pelo homem.

Fonte: no.comunidades.net

É muito comum o emprego dos termos “Adoração” e “Louvor” como se eles tivessem o mesmo significado. No meu íntimo, sentia que havia uma diferença; resolvi consultar o Dicionário Michaellis e constatei que realmente existe diferença, embora sutil:

“Adoração: Ação de adorar, demonstração de afeto, respeito ou submissão. Amor excessivo. [...] Ato pelo qual reconhecemos a nossa dependência de Deus.”

“Louvor: Ato de louvar. Aplauso, elogio, encômio. Apologia de uma obra meritória. Glorificação".

Entendo que a adoração é mais abrangente e pode conter o louvor; então, pode haver adoração sem louvor, mas o louvor é sempre um ato de adoração.

A adoração é algo que pode acontecer no interior, no íntimo do ser do filho de Deus, pelo seu modo de viver, seu exemplo, seu testemunho pessoal, na sua comunhão com Deus.

O louvor ocorre quando ele exterioriza esta adoração, por exemplo, enaltecendo o Senhor, bendizendo o Seu nome por meio de uma música, um cântico, uma oração, uma pregação, a doação de uma oferta etc.

Assim, para designar o conjunto das atividades que se realizam num culto, seria mais adequado o termo “adoração” e cada atividade é um ato de louvor.

Parece-me que nos versículos escolhidos para hoje, o salmista deixa transparecer essas ideias: no verso 2, ele nos incentiva a atos de louvor; já no 9, ele nos conclama para adorar, de um modo que envolva um relacionamento de comunhão, de respeito e reverência, reconhecendo Sua Santidade (que se contrapõe à nossa pecaminosidade), e Sua Majestade, Sua Grandiosidade e Sua Soberania, diante das quais, todos os povos, todas as terras devam tremer.

A adoração ao Senhor é uma constante na Bíblia Sagrada, compreendendo muitos atos de louvor, como cânticos de exaltação do nome de Deus e de gratidão por seus feitos maravilhosos na História do povo de Deus, quase sempre após um fato relevante, uma operação miraculosa da mão de Deus, um livramento, como por exemplo: o Cântico de Moisés, após a travessia do Mar Vermelho (Êxodo 15); também nos eventos do Plano da Redenção, como por exemplo, o Cântico de Maria, após o anúncio a ela feito pelo Anjo Gabriel, sobre a concepção de Jesus, na visita a Isabel (Lucas 1:46-55).
Fonte: viablogs.net

Todo o livro de Salmos tem o propósito de louvor. Pena que a música original não foi preservada! Mas hoje Deus inspira novos talentos que, sob inspiração do Espírito Santo, utilizam os Salmos com uma nova música, além de novas composições.

Na eternidade, teremos o prazer de participar de uma adoração plena e louvar o Senhor com o Cântico de Moisés e o Cântico do Cordeiro (Apocalipse 15:3 e 4).

Que possamos manter sempre uma atitude de adoração ao Senhor e trazer nos lábios um louvor ao nosso Deus.