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terça-feira, 31 de julho de 2012

UM DEUS PESSOAL

Escrito em 14/06/2012

“Então, ele [Moisés] disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. [Deus] Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do senhor; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer.” (Êxodo 33:18 e 19)

fonte: uibgow.bay.livefilestore.com        
Ontem eu disse que o nosso Deus é um ser pessoal e que há muitas evidências bíblicas de que esta assertiva é verdadeira. Assim, trago hoje um texto de que gosto muito. O contexto é melhor entendido mediante a leitura de todo o cap. 33.

Observa-se ali que Deus e Moisés tinham um relacionamento interpessoal bastante próximo e que conversavam face a face, “como se fala a um amigo”. A expressão “face a face” não quer dizer que Deus permitisse que Moisés visse o Seu rosto de frente (o vers. 20 esclarece isto), mas neste episódio, Deus Se manifestava numa coluna de nuvem, à porta da tenda da congregação, em que se achava Moisés.

Moisés então pediu a Deus que lhe mostrasse a Sua glória, ao que Deus correspondeu, afirmando que faria passar toda a Sua bondade diante dele, abrangendo ainda Sua misericórdia e compaixão. Além disto, criou uma condição para que Moisés (que era um ser humano, limitado, finito, que necessitava, como nós, de uma maior concretude para seu entendimento), O visse apenas de costas.

Interessante aqui que Deus identifica Sua glória com bondade. Quase sempre, nós humanos, associamos glória com fama, sucesso, ostentação, mas Deus faz exatamente o contrário. Quanto temos a aprender!...

Na mesma ocasião (vers. 17), Deus diz a Moisés que o conhecia pelo nome e que ele (Moisés) havia encontrado graça diante dos olhos dEle (de Deus). Também aqui sentimos, percebemos “Deus como um ser pessoal”, pois Ele Se revela a Moisés numa atitude acolhedora; geralmente nos interessamos pelo nome das pessoas, quando elas são importantes para nós. 

Já quanto à graça, o conceito mais conhecido pelos adventistas é o de que “a graça é um dom imerecido”, isto referindo-se à salvação, que não é por mérito e sim mediante a fé; é um dom de Deus. Particularmente, entendo que neste texto, o termo “graça” sugere a ideia de simpatia, ou até um sentimento mais profundo, de “empatia”.

fonte: 2.bp.blogspot.com 
Tudo bem que Deus considerava Moisés uma pessoa especial, tanto é verdade que lhe concedeu a ressurreição antes da volta de Jesus, como evidenciam os Evangelhos.



DEUS PODE E QUER SE REVELAR UM DEUS PESSOAL para cada um de nós.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A MÃO E O OUVIDO DE DEUS

Escrito em 12/06/2012

“Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir.” (Isaías 59:1)

Fonte: 3.bp.blogspot.com
A Bíblia contém informações em diversos livros que evidenciam que Deus é um “ser pessoal”. Ele é uma pessoa no sentido filosófico do termo, o que significa que tem vida e vida inerente, é ativo e atuante. É dotado de várias características intelectuais, emocionais e sensitivas, muitas das quais o ser humano, por Ele criado à Sua imagem e semelhança, também possui; entretanto com uma diferença gritante: Ele é onisciente (tem ciência, consciência, conhecimento de todas as coisas do passado, do presente e do futuro), porque Ele é eterno; é onipotente (detém todo o poder no Céu, na Terra, no Universo) e também onipresente (está presente em todo lugar ao mesmo tempo). O prefixo “oni” significa “todo”.

Deus é completo, é infinito, eterno, um ser vivo com todas as características acima expostas e que, embora todo poderoso, é nosso Pai, como Jesus nos ensinou. Ele é nosso Pai eterno, cujas mãos estão sempre estendidas para acolher e abençoar, para nos levantar quando caímos pela estrada da vida, para nos dar força para recuperar de uma doença, para nos conduzir pelo caminho da justiça, para nos indicar a direção a seguir, a decisão a tomar nesta ou naquela situação. 

Ele estende Sua mão protetora, para nos prover o pão de cada dia, sua mão carinhosa para enxugar as nossas lágrimas pela dor de uma perda significativa, como de um ente querido, pela dor infringida por alguém que nos machuca, seja física, psicológica ou moralmente, em especial, quando somos vítimas de uma acusação infundada, ou de alguém que busca depreciar nossa auto estima, e nos deixar depressivos.

É muito confortante para nós, Seus filhos, podermos contar com esta mão sempre estendida e termos a certeza e a confiança de que Ele quer o nosso melhor, quer nos conceder alívio das nossas dores, o Seu amor genuíno, capaz de dar a própria vida para prover para nós o principal - a salvação. 

O versículo diz ainda que “não está surdo o Seu ouvido para que não possa ouvir”. Se é assim, precisamos ir a Ele e falar, chorar, contar, relatar, orar, clamar, porque Ele tem a Sua função auditiva em perfeitas condições, sempre preparado para nos ouvir, seja no pranto, seja num sussurro, num gemido, num grito angustiado, de todas as formas que conseguirmos nos expressar, porque Ele ouve; ouve e atende, segundo a Sua vontade, o Seu poder, a Sua onisciência, pela qual sabe o que é melhor para nós. 
Fonte:  3.bp.blogspot.c
Permitamos que Ele nos acolha em seus aconchegantes braços.