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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ATINGINDO O TOPO DA ESCADA DA VIDA CRISTÃ

Escrito em 22/08/2012

“Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor.” (2 Pedro 1:5-7)

Finalmente chegamos ao topo da escada da vida cristã; ontem meditamos sobre a piedade e a fraternidade. Hoje falaremos do AMOR, visando ao mesmo objetivo: “tornarmo-nos co-participantes da natureza divina”.

Pedro diz que devemos associar com a fraternidade, o Amor. Assim alcançamos o oitavo e último degrau:

·        Amor – no nosso mundo atual e principalmente na Língua Portuguesa, a palavra Amor abrange um conteúdo muito amplo e, por isto, acaba sendo usada de forma negligente, em particular, no mundo das telenovelas, onde sofre um verdadeiro desgaste.

No grego, não existe uma palavra única para a ideia de amor. As mais conhecidas são:

ü  Eros – que origina o termo erótico, para designar o amor entre o homem e a mulher, diríamos o amor romântico, envolve o aspecto sexual;

ü  Philos – para designar o amor fraternal, inicialmente para designar as relações afetivas entre parentes de sangue; depois evoluiu para abranger o amor entre os membros da fé, entre os cristãos;

ü  Ágape – esta designa o Amor de Deus, desprendido, abnegado, sublime, que melhor qualifica o amor redentivo de Deus, dando o Seu filho unigênito, Jesus Cristo, para nos resgatar do pecado, nos reconciliar com Ele e conceder-nos a vida eterna.


Fonte:revolucaodacolher.org

Acredito que o Amor que Pedro coloca no topo da escada da vida cristã seja o Ágape, pelas suas características. Este é o amor a ser associado com a fraternidade, para completar o conjunto harmonioso dos valores que nos permitam tornar co-participantes da natureza divina, considerando que Deus é Amor.

Depois de nos ensinar a subir a escada da vida cristã, Pedro acrescenta o RESULTADO, que eu não poderia ignorar para fechar o tema: ”Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo”. (verso 8)

Concluindo, ao subir a escada da vida cristã, tendo continuamente ao nosso dispor o apoio do Espírito Santo, vamos crescer espiritualmente na fé, na virtude, no conhecimento, no domínio próprio, na perseverança, na piedade, na fraternidade e no Amor. Assim, teremos uma vida consagrada ao Senhor, seremos ativos e produtivos na nossa comunhão com Ele e na participação de Sua obra redentora.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

RELACIONAMENTO CONJUGAL DIANTE DO SENHOR

Escrito em 08/07/2012

“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor... Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” (Efésios 5:22 e 25)

Fonte:  4.bp.blogspot.com 
Ao falar sobre o perdão, adentramos levemente na questão do convívio familiar. Vamos agora nos ater um pouco mais no relacionamento conjugal.

No mundo moderno, onde as mulheres têm gradativamente conseguido maior valorização pessoal, o versículo 22 tem sido objeto de acaloradas discussões, principalmente nos professos ambientes cristãos. Isto ocorre devido à nossa tendência humana de sempre “puxar a sardinha para a nossa lata” e também por uma questão histórica e cultural, onde o homem sempre foi mais valorizado e responsabilizado, principalmente como provedor.

Particularmente, penso que a controvérsia se origina nos corações humanos, como fruto das falácias instigadas por Satanás, porque pela Palavra de Deus, a relação homem/mulher é biunívoca. Deus não é parcial. Ele sempre apresenta os dois lados da moeda. Por isto, o apóstolo Paulo nos traz a verdade transparente desta relação de reciprocidade diante de Deus.

Fonte: www.plinn.com.br
Se por um lado, o conselho para a mulher é que seja submissa ao seu marido, por outro, o conselho para o homem, é que ame a sua mulher como Cristo amou a Igreja, a ponto de se entregar por ela. Isto é maravilhoso, porque qualquer mulher terá o maior prazer em ser submissa ao marido, considerando que ele a amará com a qualidade do amor de Jesus para com a Igreja. Deste jeito, a submissão não representa nenhum peso, nenhum fardo; ao contrário, representa prazer.

Sob esta ótica, ecoa o importante detalhe do final do verso 22, “como ao Senhor”. Entendo que “ser submissa ao marido como ao Senhor” é uma relação de amor, porque Deus é Amor.

O amor de Deus é perfeito, como descrito em 1 Coríntios 13:4-7: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Este é o modelo a seguir, que, para nós, tanto esposas quanto maridos, é difícil, porque deixamos de beber na fonte do Amor. 

Se colocarmos Jesus no vértice do triângulo amoroso de nossa vida conjugal, se permitirmos que Ele a direcione no nosso dia-a-dia, na tomada de decisões, Ele vai inundar de bênçãos nossa união. Não haverá nenhum desejo de supremacia do homem sobre a mulher e vice-versa; ao contrário, haverá uma amorosa e prazerosa relação conjugal.