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sábado, 17 de maio de 2014

UMA BÊNÇÃO PARA RUTE

Em 17/05/2014

"O SENHOR retribua o teu feito; e te seja concedido pleno galardão da parte do SENHOR Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar." (Rute 2:12)

A história de Rute contada fora do contexto do Plano da Redenção daria um lindo romance, mas considerada naquele contexto, ela se reveste de importância histórica e espiritual.

Rute era moabita, casada com Malon, filho de Noemi.

Noemi tinha ido para as terras de Moabe, devido a um período de seca e fome nas terras de Israel. Lá morreram seu marido (Elimeleque) e seus dois filhos (Malon e Quilion), sem deixar descendente. Então, informada da melhoria das condições de sobrevivência em sua terra, Noemi se decide a retornar a Israel.

Ao partir, Noemi insiste com suas noras que fiquem e se casem novamente com rapazes de Moabe, mas Rute preferiu acompanhar a sua sogra, pois agora que conhecia o Deus verdadeiro, não queria permanecer no meio do seu povo, que era idólatra.

Fonte: http://2.bp.blogspot.com

Chegaram em Belém de Judá na época da colheita da cevada.

Rute saiu para os campos para pegar a parte que os segadores deixavam cair no chão. Havia uma lei em Israel que permitia que os pobres assim fizessem, para garantir o seu sustento.

Quando ela estava catando o que caía, chegou o proprietário e perguntou aos trabalhadores quem era aquela moça e eles esclareceram. Coincidência ou Providência Divina? Boaz, o proprietário daquelas terras era parente de Elimeleque, portanto, um dos remidores.

Aqui cabe lembrar outras leis sócio-econômicas de Israel: quando uma pessoa por necessidade vendia sua terra, passados 7 anos, ele poderia comprá-la de volta. Depois de 50 anos, a resgataria automaticamente. Também quando um homem morria sem deixar descendente, o primeiro na linha sucessória devia se unir à viúva, de modo a suscitar descendente ao falecido.

Bem, Boaz então conversa com os trabalhadores para que deixem cair mais para beneficiar a ela e sua sogra. Também a orienta para ficar só em seus campos, para evitar que fosse molestada.

Foi nesta hora que ele disse a ela o verso escolhido para hoje, verso este que encerra uma bênção para Rute, diante da qual ela se curva e agradece comovida.

Importa destacar aqui como sempre esteve nos planos divinos a valorização daqueles que O buscam de todo o coração,  independente de sua origem, raça, cor, classe social e econômica ou qualquer outro elemento discriminatório.

Na próxima mensagem veremos um pouco mais da história desta estrangeira e como ela se integra ao Plano da Redenção.

























sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O TEU DEUS TE LIVRE

Escrito em 11/08/2012

“Faço um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque é o Deus vivo e que permanece para sempre; o seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim.” (Daniel 6:26)

Fonte: 3.bp.blogspot.com
Daniel foi um profeta de Deus durante o cativeiro do povo judeu em Babilônia, a partir de 605 a.C. Ele foi para lá ainda jovem e devido à sua fidelidade a Deus e sua sabedoria, ele se tornou um figura ilustre (como um primeiro ministro hoje), nos reinos babilônico e medo-persa.

O verso de hoje se refere a um fato ocorrido, quando Daniel já estava bem idoso e ainda exercia funções de destaque.


Exatamente devido à sua excelência, na época em que Dario, o medo, era rei, Daniel foi nomeado como um dos 3 presidentes, colocados sobre 120 sátrapas, distribuídos por todo o reino. E Daniel se distinguiu sobre sobre todos eles: “porque nele havia um espírito excelente, o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino”.

Procurando algo que denegrisse a reputação de Daniel perante o rei e não o encontrando, os demais presidentes e sátrapas “armaram” para destruí-lo, e, justamente no aspecto da sua fidelidade a Deus. Assim, convenceram o Rei a assinar um decreto proibindo a todos os súditos do reino a fazer qualquer pedido a homem ou a deuses, que não a Dario por 30 dias e quem desobedecesse seria lançado na cova dos leões.

Daniel prosseguiu sua vida regularmente, e, como era seu costume, orava de joelhos 3 vezes por dia, próximo às janelas do seu quarto, do lado que dava para Jerusalém. Vendo-o orando, os seus pares entregaram-no ao rei.

Dario gostava muito de Daniel e tentou de todo modo livrá-lo, mas legalmente, não poderia fazê-lo. Então disse a Daniel: “O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre”. Daniel foi lançado à cova dos leões.

Naquela noite, Dario jejuou, não quis ouvir música e não dormiu. Logo cedo no outro dia, dirigiu-se à cova dos leões, e com voz triste, mas relativamente esperançosa, chamou a Daniel. E para sua alegria, Daniel respondeu: Deus enviou o Seu anjo que fechou a boca dos leões e eles não me fizeram nenhum dano.

Dario mandou tirar Daniel de lá, e, em seu lugar, mandou lançar aqueles que armaram para ele, juntamente com suas famílias, sendo todos devorados imediatamente pelos leões.

Na sequência, Dario fez novo decreto, conforme o verso escolhido para hoje, reconhecendo a supremacia do Deus verdadeiro sobre todos os reinos terrestres.

Que a nossa fidelidade a Deus não seja por decreto, mas como a de Daniel, fruto de uma decisão consciente e madura de servir a Deus, uma resposta de amor Àquele que, por Amor, deu a Sua vida por nós.

domingo, 23 de setembro de 2012

NA FORNALHA ARDENTE

Escrito em 18/07/2012

“...E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos? Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.” (Daniel 3:15-u.p a 18)


Fonte: 1.bp.blogspot.com 

Cada vez que leio o cap. 3 de Daniel, fico impressionada com este fato acorrido nos idos de 600 a.C. e que encerra tantas lições para nós até hoje, em especial, para os jovens, pois ali estavam 3 jovens hebreus sendo provados na sua fé e dando um autêntico testemunho perante o rei, a maior autoridade humana daquele tempo e Deus os honrou de uma tal maneira, que o próprio rei reconheceu o Deus deles como o Deus verdadeiro.

Deste fato há que se considerar o envolvimento de três partes: do rei Nabucodonosor, dos 3 jovens hebreus e de Deus.

Da parte de Nabucodonosor, ele se julgava o todo poderoso: além de mandar edificar uma estátua gigantesca e exigir que os seus súditos se prostassem diante dela como de um deus, ele ainda desafia ao Deus verdadeiro.

Diante da firme postura dos 3 jovens de não se prostarem diante dela, ele desdenha: “e quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” Assim fazendo, ele se julga onipotente, atribuindo a si uma característica inerente a Deus.

Diante da segunda negativa dos jovens em se prostrarem, mandou aquecer a fornalha 7 vezes mais do que de costume. Ela ficou tão quente que matou os homens que lançaram de cima os jovens para dentro da fornalha. Que coisa, heim: tão rico e tão pobre este rei!

Da parte dos 3 jovens hebreus, é impressionante a coragem para ignorar e contrariar o homem mais poderoso da terra, o rei Nabucodonosor, que dominava o mundo conhecido da época.

A fidelidade desses jovens a Deus, a autenticidade de sua fé são dignas de imitação; eles estavam dispostos a obedecer a Deus, independente do que Ele decidisse com relação ao caso deles, de livrá-los ou não; eles reconheciam e acatavam a soberania de Deus.

Gosto da expressão dita por eles: “o nosso Deus a quem servimos” - ela denota que eles tinham uma relação de comunhão com Deus, uma religião verdadeira, não uma mera tradição.

A maioria de nós gosta de ser servido, não de servir. Servir a Deus inclui a ideia de completa entrega e submissão à vontade dEle. Eu tive uma colega de faculdade que enchia o peito e dizia: “eu sou crente ao meu modo!”. Isto não é servir a Deus, quem serve acata, de bom grado, ordens e orientações.

Da parte de Deus, destaca-se que Ele não se deixa escarnecer. Ele é o Todo Poderoso, o Criador do céu, da terra e tudo que neles há; o mantenedor de todas as coisas, Aquele que tanto levanta quanto depõe os reis terrenos; Ele detém toda autoridade sobre os governos humanos.

Ele livrou da fornalha os Seus filhos fiéis, e, além de protegê-los e honrá-los, mostrou para Nabucodonosor que o poder dele era relativo e dependente do poder maior, o do Deus verdadeiro.

Ele veio pessoalmente e caminhou no meio das chamas junto dos Seus amados filhos, que saíram ilesos da fornalha, nem os seus cabelos ficaram com cheiro de fumaça.

É pouco ou quer mais?

Que nós possamos como aqueles jovens honrar e servir a este Deus Maravilhoso em nosso viver!