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domingo, 23 de setembro de 2012

NA FORNALHA ARDENTE

Escrito em 18/07/2012

“...E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos? Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.” (Daniel 3:15-u.p a 18)


Fonte: 1.bp.blogspot.com 

Cada vez que leio o cap. 3 de Daniel, fico impressionada com este fato acorrido nos idos de 600 a.C. e que encerra tantas lições para nós até hoje, em especial, para os jovens, pois ali estavam 3 jovens hebreus sendo provados na sua fé e dando um autêntico testemunho perante o rei, a maior autoridade humana daquele tempo e Deus os honrou de uma tal maneira, que o próprio rei reconheceu o Deus deles como o Deus verdadeiro.

Deste fato há que se considerar o envolvimento de três partes: do rei Nabucodonosor, dos 3 jovens hebreus e de Deus.

Da parte de Nabucodonosor, ele se julgava o todo poderoso: além de mandar edificar uma estátua gigantesca e exigir que os seus súditos se prostassem diante dela como de um deus, ele ainda desafia ao Deus verdadeiro.

Diante da firme postura dos 3 jovens de não se prostarem diante dela, ele desdenha: “e quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” Assim fazendo, ele se julga onipotente, atribuindo a si uma característica inerente a Deus.

Diante da segunda negativa dos jovens em se prostrarem, mandou aquecer a fornalha 7 vezes mais do que de costume. Ela ficou tão quente que matou os homens que lançaram de cima os jovens para dentro da fornalha. Que coisa, heim: tão rico e tão pobre este rei!

Da parte dos 3 jovens hebreus, é impressionante a coragem para ignorar e contrariar o homem mais poderoso da terra, o rei Nabucodonosor, que dominava o mundo conhecido da época.

A fidelidade desses jovens a Deus, a autenticidade de sua fé são dignas de imitação; eles estavam dispostos a obedecer a Deus, independente do que Ele decidisse com relação ao caso deles, de livrá-los ou não; eles reconheciam e acatavam a soberania de Deus.

Gosto da expressão dita por eles: “o nosso Deus a quem servimos” - ela denota que eles tinham uma relação de comunhão com Deus, uma religião verdadeira, não uma mera tradição.

A maioria de nós gosta de ser servido, não de servir. Servir a Deus inclui a ideia de completa entrega e submissão à vontade dEle. Eu tive uma colega de faculdade que enchia o peito e dizia: “eu sou crente ao meu modo!”. Isto não é servir a Deus, quem serve acata, de bom grado, ordens e orientações.

Da parte de Deus, destaca-se que Ele não se deixa escarnecer. Ele é o Todo Poderoso, o Criador do céu, da terra e tudo que neles há; o mantenedor de todas as coisas, Aquele que tanto levanta quanto depõe os reis terrenos; Ele detém toda autoridade sobre os governos humanos.

Ele livrou da fornalha os Seus filhos fiéis, e, além de protegê-los e honrá-los, mostrou para Nabucodonosor que o poder dele era relativo e dependente do poder maior, o do Deus verdadeiro.

Ele veio pessoalmente e caminhou no meio das chamas junto dos Seus amados filhos, que saíram ilesos da fornalha, nem os seus cabelos ficaram com cheiro de fumaça.

É pouco ou quer mais?

Que nós possamos como aqueles jovens honrar e servir a este Deus Maravilhoso em nosso viver!