Mostrando postagens com marcador Mateus 16:15 e 16. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mateus 16:15 e 16. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de maio de 2013

E VÓS: QUEM DIZEIS QUE EU SOU? - VI

RELAÇÃO ENTRE O PERÍODO DAS SETENTA SEMANAS
 E O PLANO DA REDENÇÃO

“Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”  (Mateus 16:15 e 16)

Terminamos a postagem anterior confirmando a pessoa de Jesus como o protagonista dos fatos relatados na profecia das Setenta Semanas, mas é importante mostrar a relação existente entre esse período e a execução do Plano da Redenção do homem, que foi o propósito pelo qual Jesus veio à Terra em forma humana, nascendo, crescendo e vivendo como um de nós. Respondamos então à pergunta 4 do nosso estudo:

Fonte: http://2.bp.blogspot.com

4.  Qual a relação entre esse período da profecia das Setenta Semanas e a execução do Plano da Redenção?

O Plano da Redenção é a própria razão de ser das Escrituras Sagradas, recurso utilizado por Deus, mediante pessoas escolhidas e inspiradas pelo Espírito Santo, para transmitir ao mundo a mensagem da salvação do homem. Assim, o Plano da Redenção se desenrola por toda a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, em etapas que se sucedem, até atingir o objetivo final, que consiste na reconciliação do homem com Deus, efetivada pela pessoa de Jesus Cristo.

O Plano da Redenção abrange um conjunto enorme de atos e fatos, que se estendem desde a queda do homem, pelo pecado de Adão e Eva, até à criação de um novo céu e uma nova terra, onde Deus habitará com os salvos por toda a aternidade.

Todos esses atos e fatos têm sua importância no conjunto do Plano da Redenção, porém destacamos o ápice deles na morte de Jesus na cruz do Calvário – este ponto foi decisivo na consumação da redenção humana.

Na cruz, Jesus sofre a “prova de fogo”, que garante a vida eterna a todos os que, pela fé, O aceitam como seu Salvador pessoal. Ali acontece a suprema revelação da graça de Deus. Ali é vindicado o caráter de Deus, que Satanás tentou, por todos os meios, denegrir. Ali ocorre a justificação do homem, pelo sangue de Jesus, por Seu sacrifício substitutivo. Ali reside a única e real esperança do homem.

O apóstolo Paulo nos traz em sua carta aos Romanos 3:21-24, um texto esclarecedor sobre o assunto:

“Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” (grifo nosso)

Considerando que a profecia das Setenta Semanas foi transmitida a Daniel com o propósito de predeterminar os tempos do ministério terrestre de Jesus, que culminaria com a Sua morte, ou seja, o ponto chave da execução do Plano da Redenção, esta profecia guarda estreita relação com a execução do Plano da Redenção.

A profecia representou para Daniel e para o seu povo a confirmação da expectativa dAquele que traria a redenção sobre Israel; e, para nós, que vivemos num tempo posterior à efetivação do sacrifício expiatório de Jesus, a profecia das Setenta Semanas constitui uma garantia da precisão e da consistência da mesma e das promessas de Deus sobre a vinda do Messias Prometido à Terra, para ser o nosso Redentor. 

Resta salientar ainda que, mediante o estudo da profecia das Setenta Semanas, associado com o da profecia das 2.300 Tardes e Manhãs, podemos demonstrar racionalmente a nossa fé em Jesus Cristo e Seu ministério no Santuário Celeste.

Oportunamente abordaremos especificamente a profecia das 2.300 Tardes e Manhãs.

Esperamos que o estudo do tema “E VÓS: QUEM DIZEIS QUE EU SOU?” como um todo, em suas 6 postagens, tenha contribuído para a sustentação racional da fé cristã dos que visitam este blog, de modo que possam amar realmente a Jesus como seu Salvador, com base no verdadeiro conhecimento de Quem Ele é.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

E VÓS: QUEM DIZEIS QUE EU SOU? - III

OCORRÊNCIAS NO PERÍODO DAS SETENTA SEMANAS


“Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”  (Mateus 16:15 e 16)

Como dito ao final da postagem anterior, o objetivo do estudo da profecia das Setenta Semanas é dar sustentação racional à fé cristã.

Foi também mencionada a profecia das 2.300 Tardes e Manhãs, que será abordada oportunamente.

Fonte: http://1.bp.blogspot.com

Agora, procuraremos compreender a conexão do período profético de Setenta Semanas (Daniel 9:24-27) com a pessoa de Jesus.

Informa o início do vers. 24:
 “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”.

Importa esclarecer ainda que este período corresponde a 490 dias, e de acordo com o princípio dia/ano de Números 14:34 e Ezequiel 4:6-7, aplicável em interpretação profética, corresponde a 490 anos (luni-solares). Cabe destacar que estes vers. de Ezequiel referem-se à Jerusalém num contexto profético.

Podemos agora avançar no entendimento da profecia das Setenta Semanas e sua conexão com a pessoa de Jesus.

Algumas perguntas, que tentaremos responder ao longo de alguns dias, podem nortear nosso entendimento:

1.   O que ocorreria nesse período das Setenta Semanas, ou seja, nesses 490 anos?

2.   Quando teve início tal período? E o término?

3.   Como Jesus se situa nesse período? Como se demonstra que o protagonista dos eventos abordados no texto é Jesus?

4.   Qual a relação entre esse período da profecia das Setenta Semanas e a execução do Plano da Redenção?

Vamos às respostas:

1.   O que ocorreria nesse período das Setenta Semanas, ou seja, nesses 490 anos?

Relendo o texto de Daniel 9:24-27, observa-se que, em síntese, ele trata do estabelecimento de um concerto, de uma aliança entre Deus e o homem, visando à salvação deste. Com este concerto, Deus concede ao homem uma nova oportunidade de reconciliação com Ele. Todos os atos expressos pelos verbos do texto envolvem a idéia de redenção.

O texto inicia posicionando o período das Setenta Semanas num tempo e lugar determinados: ”Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”. Neste período seriam concentrados os atos decisivos do referido concerto, selado inicialmente com o povo judeu e a cidade de Jerusalém.

Observa-se que os judeus haviam transgredido a aliança com Deus, praticando a idolatria, a despeito das sucessivas advertências enviadas por Deus através dos profetas; sobreveio, então, o cativeiro babilônico, ficando desolada a sua cidade – Jerusalém, conforme se vê em Jeremias 11:1-14 e 22:8 e 9.

Prosseguindo no texto de Daniel, lemos na segunda parte do vers.24:

“para cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos”.

Todos estes atos mencionados no versículo acima são típicos de redenção e só foram possíveis mediante o concerto firmado por Cristo, efetivado por Seu sacrifício expiatório na cruz do Calvário, quando Ele depôs a Sua vida em favor de muitos, para remissão dos pecados (ver Mateus 26:28). Em Atos 10:34-43, o apóstolo Pedro prega para Cornélio, seus parentes e amigos e, inspirado por Deus, faz uma brilhante e eloquente síntese do Plano da Redenção, concretizado pela vida e morte de Jesus, o que confere com os atos redentivos do texto de Daniel acima.

Daniel teve então o privilégio de transmitir ao seu povo a grande mensagem de esperança da redenção, situando-a no tempo e no espaço. Ele foi grandemente confortado por ela.

Fonte: http://007blog.net/fotos/2013/02/Jesus-na-cruz.jpg

Para nós que vivemos após o cumprimento da profecia, ela revela o Deus onipotente, onipresente e onisciente, sempre se comunicando conosco, nos direcionando para o supremo objetivo – nossa salvação.




segunda-feira, 6 de maio de 2013

E VÓS: QUEM DIZEIS QUE EU SOU? - II

CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA

“Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”  (Mateus 16:15 e 16)

Na postagem anterior, começamos a conversar sobre a pessoa de Jesus, quem era Ele, quem diziam ser Ele. Ele próprio Se preocupou com isto, porque muitos O consideravam um impostor.

Iniciaremos nosso estudo pelo livro do profeta Daniel, cap.9:24–27, que contém informações relevantes sobre o Ungido de Deus que viria ao mundo, para salvar o homem de seus pecados, localizando a execução da redenção num tempo e espaço programados:

“24 - Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos.

25 – Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Princípe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

26 – Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um princípe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações estão determinadas.

27 – Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”

Numa primeira leitura, não se percebe a conexão deste texto profético com a pessoa de Jesus. Mas, para melhor entendimento, faz-se necessário esclarecer antes o contexto histórico:

Eram os idos de 539/8 a.C.; Daniel estava entre os cativos que Nabucodonosor levara para Babilônia, desde 605 a.C, quando sitiou Jerusalém.
A situação de Jerusalém e do cativeiro do povo judeu incomodava muito a Daniel, que, estudando as Escrituras, descobrira pelas profecias de Jeremias 25:11-14, que o cativeiro seria de setenta anos. O Império Babilônico, que, em 609 a.C, destruíra o Império Assírio, caíra nas mãos do Império Medo-Persa.

Em Jeremias 29:10, vê-se a promessa de libertação e de retorno dos cativos para Jerusalém, que ocorreria após a queda do Império Babilônico.

Fonte: http://www.bibleuniversity.com

Assim, o período do cativeiro judeu estava chegando ao fim, mas os judeus continuavam em Babilônia. Daniel então jejuou e orou a Deus, com profunda humildade de coração, por si e pelo seu povo. Deus enviou o anjo Gabriel para fazê-lo entender uma visão anterior, registrada em Daniel 8:14, 26-27, na qual aparece um período de 2.300 Tardes e Manhãs, que, para Daniel, não era compreensível, face à iminente saída dos judeus de Babilônia.

O anjo Gabriel transmite então a Daniel o texto do cap.9:24-27, acima transcrito, cujo objetivo era esclarecer o período das 2.300 Tardes e Manhãs, do qual o período das Setenta Semanas fazia parte e se destinava a eventos ligados ao povo judeu e à Jerusalém.

Importante destacar que o estudo dessa profecia objetiva nos conduzir ao conhecimento de quem era Jesus, se Ele era realmente o Messias prometido e, consequentemente, dar sustentação racional à fé cristã.

Na próxima postagem, vamos adentrar de fato na profecia das Setenta Semanas e procurar mostrar a conexão entre ela e a pessoa de Jesus. 

domingo, 5 de maio de 2013

E VÓS: QUEM DIZEIS QUE EU SOU?

 INTRODUÇÃO
Escrito em 08/04/2013

“Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”  (Mateus 16:15 e 16)

A identidade de Jesus era algo que incomodava muita gente, em especial, à casta religiosa de Seu tempo.

Considerando Seu amor e misericórdia, manifestados concretamente através de inumeráveis atos e milagres, até mesmo de ressurreições, Ele “parecia mesmo” ser o Messias prometido nas Escrituras Sagradas, no Antigo Testamento.

Considerando Sua imagem de homem pobre e humilde, de origem aparentemente de Nazaré, um lugar desacreditado e “fora do mapa”, procedente de uma família sem tradição e projeção social, para alguns, Jesus não passava de “um pobretão querendo aparecer”.

Considerando seu jeito de falar, como se assentava numa colina e uma multidão O rodeava e ficava maravilhada, porque Ele ensinava como quem tinha autoridade, utilizando palavras de muita sabedoria, transmitindo uma mensagem capaz de transformar corações, seu olhar de compaixão e ao mesmo tempo de um soberano, “parecia” ser Ele um Príncipe ou um Profeta.

De fato, Jesus não era uma pessoa comum; muitas de Suas reações eram imprevisíveis. Sua personalidade se revelava de acordo com o momento e evento: às vezes, manso e calmo; às vezes, ousado, destemido e impactante. Sua pessoa gerava as mais diversas reações. Daí, a multiplicidade de considerações em torno Desta figura ímpar...

No presente episódio, o próprio Jesus indaga de Seus discípulos sobre o que dizia o povo sobre Sua pessoa. Eles responderam que uns diziam ser Ele João Batista, outros Elias e outros mais: Jeremias ou algum dos profetas. Então, Jesus avança no assunto, querendo saber o que eles, os discípulos pensavam. Pedro, como sempre, mais para frente que os demais, responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Então, Jesus afirma que tal revelação Pedro recebera diretamente do céu, de Deus Pai.


Fonte: http://languages.bibleschools.com

Para se fundamentar a fé em Jesus como Salvador, é importante identificar se Ele realmente era o Messias Prometido. Para tanto, é necessário examinar as Escrituras Sagradas, verificando o que foi profetizado sobre Ele e o cumprimento dessas profecias. Esta foi uma das preocupações dos Apóstolos. Doravante vamos dedicar um tempo especial para este propósito.

Começaremos na próxima postagem com o livro do profeta Daniel, cap.9:24–27, que contém informações relevantes sobre o Ungido de Deus que viria ao mundo, para salvar o homem de seus pecados, localizando a execução da redenção num espaço e tempo programados.