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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

JESUS – MODELO DE PIEDADE

Escrito em 10/10/2012

Ele, Jesus, nos dias de sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, tendo sido nomeado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Hebreus 5:7-10)

Este texto é extremamente expressivo no que concerne à missão de Jesus e ocuparemos alguns dias no seu entendimento.

Inicialmente o contexto é o paralelo entre o sacerdócio celeste e o terrestre, em que o autor da carta aos Hebreus evidencia a superioridade do primeiro sobre o segundo, enfatizando porém algo em comum no que respeita ao sumo sacerdócio: ambos, tanto o de Arão quanto o de Jesus foram segundo o chamado de Deus.

Abordaremos hoje a parte negritada do texto. Nele vemos Jesus com um homem de oração.

Fico imaginando: Jesus, um ser divino, o Deus encarnado, enquanto em figura humana, se coloca em completa dependência de Deus Pai, em perfeita submissão, elevando a Ele forte clamor e lágrimas, orações e súplicas.

Fonte: http://3.bp.blogspot.com

Temos de considerar que Jesus veio ao mundo e nele estava (nos dias da sua carne) com a missão de resgatar o homem dos seus pecados e conquistar-lhe o direito à vida eterna, e, neste propósito, era necessário que Ele abrisse mão do Seu poder divino, para ser um modelo de obediência a Deus e à Sua Lei, enquanto homem, para fazer o que o primeiro homem - Adão - não foi capaz.

Jesus, nos dias mais turvos de Sua vida terrena, quando sentiu com mais profundidade a aproximação da morte, quando pesava sobre ele os pecados de toda a humanidade, poderia ter dito ao Pai o que o jovem de hoje gosta de dizer, quando não se agrada de alguma coisa: “tô fora!”, voltar para o Seu trono no céu e deixar a raça humana sob o poder de Satanás.

Satanás, que ambicionava o domínio deste mundo, fez de tudo para frustrar o Plano da Redenção; submeteu Jesus a duras provas, mas Ele Se amparava no “Está escrito”. Do início ao fim de Sua vida aqui na Terra, sofreu perseguição ferrenha, diretamente do “Príncipe das trevas” ou indiretamente, através de instrumentos humanos em suas mãos, como Herodes, Anás e Caifás, judeus, escribas e fariseus, Judas e outros.

Nessas condições, toda a vida de Jesus foi marcada pela busca constante do Pai, visando receber forças do Alto para suportar as provações, com destaque para os momentos finais, quando intensificou o clamor e as lágrimas, orações e súplicas a Quem O podia livrar da morte.

O versículo diz que Jesus foi ouvido por causa da Sua piedade. Mas como, se Ele foi humilhado, judiado de forma desumana, julgado e condenado injustamente e finalmente morto na cruz?

Piedade é uma relação de crença, fé, obediência, submissão e honra entre uma pessoa e seu Deus.

Sim; Ele foi ouvido por Deus, não de forma a impedir que fosse sacrificado, mas de não permanecer na morte, porque Ele foi ressuscitado.

Para cumprir o Plano da Redenção a favor do homem, o Pai, que também sofria horrores vendo o sacrifício do Filho, não pôde livrá-Lo; por isto, houve trevas na hora da morte de Jesus, como se os céus inteiros estivessem de luto naquele momento de extrema dor.

Permita que Jesus seja de fato um modelo de piedade em sua vida, visando a uma melhor comunhão com Deus.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

QUASE NO TOPO DA ESCADA DA VIDA CRISTÃ

Escrito em 21/08/2012

“Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor.” (2 Pedro 1:5-7)

Fonte: 1.bp.blogspot.com 

Estamos nos aproximando do topo da escada da vida cristã; ontem conversamos sobre o domínio próprio e a perseverança. Hoje subiremos um pouco mais, mantendo o mesmo propósito: “tornarmo-nos co-participantes da natureza divina”.

Pedro diz que devemos associar com a perseverança, a piedade. Assim alcançamos o sexto degrau:

·        Piedade – É muito comum ver as pessoas empregando a palavra “piedade” no sentido de “sentir compaixão, caridade”, mas a ideia precípua de “piedade” se liga ao relacionamento com Deus, numa  atitude de reverência, temor, obediência e respeito. 

   Um coração que foi liberto do pecado, sente-se grato a Deus por Seu amor e bondade, procura afastar-se dos estímulos pecaminosos e, pela contemplação de um Deus santo e puro, se curva em respeito e reverência, exaltando o Seu nome e buscando assemelhar-se ao Seu modelo, mediante a constante busca de santificação. 

,  “Ser piedoso” então, não significa “ser caridoso”, mas adorar o Senhor na beleza da Sua santidade e procurar imitá-Lo.

Pedro nos conclama a associar com a piedade, a fraternidade. Atingimos então o sétimo degrau na escada da vida cristã.


Fonte: www.fundacaonazare.com.br


·        Fraternidade – Uma vez que uma pessoa cresce espiritualmente, procurando viver uma vida mais santificada, ela estará em melhores condições de perceber o seu entorno, os seus irmãos, o seu semelhante, a reconhecer o outro como alguém por quem Cristo morreu. E, se Cristo, que é Deus, fez isto, muito mais nós, que somos pecadores como qualquer outro ser humano, devemos também considerá-lo digno de nossa atenção e consideração, em todo e qualquer aspecto da vida.

    Cristo nos desperta o sentido da fraternidade, que nada mais é do que o amor fraternal, que, no grego, é “philos”, amor aos irmãos de sangue, cujo significado foi ampliado no cristianismo, para abranger a comunidade dos irmãos em Cristo.

É muito fácil e prazeroso se relacionar bem com os parentes, amigos, irmãos  na fé, pessoas com as quais temos afinidade, que nos querem bem, porém Jesus, por preceito e exemplo, nos ensina que devemos ir além disto, para alcançar até mesmo o inimigo.