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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A VERDADE QUE LIBERTA


 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. 
 (João 8:32)

Este é um verso pequeno, mas de enorme significado.

Fonte: http://3.bp.blogspot.com
Jesus estava num daqueles intensos (o jovem de hoje diria “tensos”) diálogos com judeus e fariseus, sobre “quem era Jesus, Sua procedência, Sua missão”. Para eles, Jesus não passava de um impostor e blasfemador.

Eles se diziam filhos de Abraão, filhos de Deus, mas não aceitavam as palavras de Jesus, nem Seus atos de bondade e misericórdia, bem como os milagres que Ele realizava, para libertar uma alma do sofrimento.

Em contrapartida, Jesus reafirmava Sua identidade com Deus Pai e Sua missão salvadora. Além disto, insistia na incoerência deles em afirmar que eram filhos de Deus, e no entanto, não O reconheciam, nem O aceitavam como o Messias Prometido.

Eles ostentavam títulos de Doutores da Lei, conhecedores da Palavra de Deus, que, até então, se compunha apenas do Velho Testamento, mas justamente este é que continha todas as informações proféticas sobre o Messias vindouro, que, no caso, já estava ali, presente. Eles estavam cegados pelo Inimigo das Almas.

Foi nessas circunstâncias que Jesus proferiu a tão importante assertiva do verso de hoje.

Eles conheciam as Escrituras Sagradas, professavam conhecer a Verdade, mas não a entendiam. Eles conheciam a letra da Lei, mas não o seu espírito. Eles criaram para si um tipo de Messias, que não era o Prometido na Palavra, por isto, não O reconheciam. Estavam apegados ao “status”,  posição e poder, cheios de orgulho e vaidade velada, presos aos seus pecados, e Jesus lhes propunha a libertação.

Jesus deixou claro que se não cressem nEle, eles morreriam nos seus pecados. Mas Se nEle cressem e permanecessem em Suas palavras, conheceriam a Verdade e seriam libertos dos seus pecados. Ele veio para esta missão: salvar os homens de seus pecados.

Jesus é a Verdade. A Sua Palavra é a Verdade. As Escrituras tanto do Antigo quanto do Novo Testamento falam dEle; são a revelação da Sua pessoa e missão. O Antigo em termos proféticos; o Novo em termos do cumprimento daquilo que foi profetizado no Antigo. 

Por trás de toda a rejeição à pessoa de Jesus, está aquele que é o Pai da mentira, que se opõe à verdade, aquele que procura confundir e embotar a mente e o coração humano, para não aceitar a Jesus - assim foi com os judeus e fariseus naquele tempo, assim continua sendo nos tempos atuais, em todos os lugares, com todos os povos e nações. Satanás é enganador, oferece glórias mundanas, mostra um caminho colorido que acaba num beco escuro e fétido.

Mas... a Verdade, como é em Jesus, fala mais alto e prevalecerá ao final. 

Vale destacar aqui a libertação que se dá quando uma pessoa entrega de fato o coração e a mente a Jesus - ocorre o novo nascimento: ela morre para a vida de pecado e nasce para uma vida de graça, de bênçãos celestes.

Na prática, a pessoa convertida se liberta do pecado nas suas diversas formas, aparentes e ocultas. Processa-se no crente uma mudança visível: abandona os vícios, crimes, vaidade, linguagem profana, entre outros; e uma mudança interior: passa a ver a vida, a si mesmo e as demais pessoas com outros olhos, com mais amor e compaixão, abandona preconceitos, torna-se mais paciente e tolerante; enfim, permite que o Espírito Santo opere em sua vida e a transforme numa nova criatura. Naturalmente, ninguém vira santo da noite para o dia, pois a santificação é um processo gradativo, à medida da comunhão com Deus e Sua Palavra.

Jesus é a Verdade que liberta.


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

IMPORTA-VOS NASCER DE NOVO


Escrito em 16/06/2012

“Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”. (João 3:7)

fonte: malucoporjesus.files.wordpress.com 
Palavras de Jesus a Nicodemos.

Quando tento me colocar no lugar de Nicodemos, acredito que essas palavras de Jesus devem ter-lhe soado um tanto ousadas, considerando que ele era um respeitável membro do Sinédrio judaico, um doutor da lei.

Pode-se considerar que ele também foi ousado na sua atitude de procurar Jesus.

A narrativa deste encontro evidencia um Nicodemos um tanto receoso de ser visto pelos seus compatriotas, porque foi procurar Jesus à noite, lembrando que, naquele tempo, não havia iluminação artificial como a da luz elétrica.

Por outro lado, a narrativa mostra um homem impressionado com os sinais que Jesus vinha praticando, no sentido de libertar os cativos do pecado, das enfermidades, do sofrimento em geral. Nicodemos “suspeitava” que Jesus tivesse uma ligação especial com Deus.

Na sequência, ocorre um diálogo entre Jesus e Nicodemos, que ecoa até nossos dias, com uma força reveladora da necessidade de Nicodemos, que na verdade, é uma necessidade universal, é de todo ser humano – nascer de novo.

Nicodemos ficou tão chocado, que no nosso linguajar popular, diríamos: “ficou tão sem rosca”, que acaba se posicionando de uma forma totalmente ilógica, quando pergunta a Jesus: pode porventura alguém voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?

Ora, como um homem culto, não percebera até então, que Jesus estava falando no plano espiritual e não no plano físico? Mas eu o entendo, porque em algumas situações, a gente fica bloqueada e emite ideias incoerentes, para não dizer “idiotas”.

Mas Jesus vê além das aparências e Seu amor está muito além das nossas mediocridades, e naquele episódio, fala do novo nascimento, como um requisito para podermos ver o reino de Deus, da importância de nascermos da água e do Espírito, para entrar no Seu Reino.

Fonte: 1.bp.blogspot.com 
Esclarece também sobre o papel do Espírito, que é tão sutil, que o compara com o vento. Assim como uma brisa fresca nos traz um refrigério em dias quentes, assim é a atuação do Espírito Santo em nossa vida. Jesus chega até a revelar a Nicodemos a Sua Missão.

Quando alguém entra em contato com Jesus e ouve a Sua Palavra, o Espírito sopra e revitaliza o seu ser, propiciando-lhe um novo nascimento.

Nicodemos nasceu de novo e o demonstrou por ocasião da morte de Jesus e se tornou um homem valoroso na causa cristã.

Nascer de novo é um presente de Deus. Importa-nos nascer de novo.