quinta-feira, 22 de novembro de 2012

CONSOLO E EDIFICAÇÃO

Escrito em 17/08/2012

“Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.”
(1 Tessalonicenses 5:11)

O versículo objeto de nossa meditação hoje está no contexto do aconselhamento de Paulo aos Tessalonicenses, no que tange à sobriedade, à auto-vigilância, para que se mantivessem na fé, na esperança da salvação e no amor e vivessem em união com Jesus Cristo.


Fonte: setimodia.files.wordpress.com

Estas orientações estão perfeitamente atualizadas para nossos dias, sendo portanto a nós aplicáveis. Vamos agora focar nas duas ideias chaves: consolar e edificar.

  • Consolar é demonstrar solidariedade a alguém que está sofrendo por algum motivo, lembrando que o sofrimento é subjetivo, de modo que cada pessoa tem uma sensibilidade diferente de outra. Uma ocorrência pode causar muita tristeza numa pessoa, pode ser tolerável ou até mesmo insignificante para outra.
Uma vez, uma de minhas filhas estava inconsolável, porque havia terminado o namoro e a outra mais velha, que é médica pediatra, intensivista, ficou brava com ela, dizendo que ela não sabia o que era sofrimento, que fosse passar um plantão numa UTI com ela. Claro que faltou habilidade à mais velha, mas a intenção dela era relativizar e reduzir o sofrimento da outra.

Seria cômico, se não fosse trágico: quando alguém fala conosco de algum problema que está vivenciando, a gente tem a tendência de contar outros nossos ou de outrem que julgamos piores.  Será isto uma forma de consolo? Imagino que não!

Acredito que “consolar” é ajudar a pessoa que sofre a ver a situação por um ângulo diferente, de forma positiva, evidenciar o amor de Deus por seus filhos, procurar incutir esperança...

  • Edificar é uma palavra oriunda da linguagem técnica de construção, significa “erigir”, levantar, construir”. Além da Engenharia nas várias especificidades, existe até curso técnico de edificações, onde os alunos estudam as técnicas de obra, desde a fase de projeto, envolvendo o desenho de plantas, cálculo de resistência dos materiais, passando pela construção, montagem e instalações até o acabamento.

Trazendo para o âmbito das relações interpessoais cristãs, “edificar” é ajudar o outro na construção do caráter, a tornar-se mais semelhante a Jesus, a ser um praticante das virtudes.

Edificar envolve atitudes que podem ser pontuais, acorrendo quando oportunas ou sistemáticas, dentro de um processo desenvolvido especificamente com o propósito de “edificação”. As primeiras podem se dar, por exemplo, na conversa com um amigo; as segundas num evento educativo de curto, médio ou longo prazo, numa entidade escolar, num ambiente empresarial, no lar, na igreja, entre outros.

Interessante destacar que Paulo aplicou os dois termos conjuntamente e ainda acrescentou “uns aos outros” e “reciprocamente”. Lógico que foi de propósito e é muito saudável. Assim, eu posso consolar alguém num ponto e este alguém pode consolar-me noutro ponto, ao mesmo tempo; e se este consolo busca elevar-nos a um patamar mais alto da nossa carreira cristã, estaremos nos edificando mutuamente.

Daí, a importância de cercar-nos de pessoas que compartilhem a mesma fé, os mesmos princípios, que valorizem os ensinos da Palavra de Deus e procurem viver de acordo com eles. Isto não quer dizer que não existam pessoas iluminadas pelo Espírito de Deus fora do nosso meio religioso; pode haver até com maior lucidez, mas a confiança é básica para os propósitos de consolo e edificação.

Eu, particularmente, tenho bons amigos e irmãos na fé e também fora, mas às vezes, temos que avaliar se esses amigos estão falando de acordo com a Palavra de Deus, porque todos somos suscetíveis de nos pautar sobre a sabedoria humana em detrimento da divina.

É tão bom ter um ombro amigo!...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O CONTROLE DA LÍNGUA

Escrito em 16/08/2012

“A língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição.[...] (Tiago 3:8-10)


Fonte: apenas1.files.wordpress.com

Em sua epístola, Tiago aborda de forma contundente a maioria dos assuntos. No texto de hoje, ele dedica 12 versículos para falar sobre a língua, com uma incisiva mensagem de advertência.

No contexto, Tiago compara positivamente a língua com:
  • o freio que se coloca na boca do cavalo, visando conduzí-lo na direção desejada pelo cavaleiro, e que, consequentemente, coordena todo o corpo do animal; 
  • o leme, uma pequena peça existente nos navios, que mesmo sendo grandes e batidos por rijos ventos, permite ao timoneiro conduzí-los na direção desejada.

Assim é também a nossa língua: se conseguirmos controlar a nossa fala, seremos capazes de refrear todo o corpo.

A fala é a expressão do pensamento, aquilo que nasce na mente e é exteriorizado através da linguagem e da língua.

Então, existe um tempo entre a produção da ideia na mente e sua concretização em palavras audíveis; neste intervalo, temos condições de processar uma rápida análise, também mental, da conveniência de externar a ideia, e/ou ainda, de como externá-la: em que palavras, em que tom, em que medida.

Depois, Tiago compara negativamente a língua com:

  •  uma fagulha, uma chama de fogo, que, apesar de mínima, pode por em brasas uma grande selva.

Segundo ele, a língua, este pequeno órgão do nosso corpo, é fogo; é mundo de iniquidade; é capaz de contaminar todo o corpo, de destruir toda a carreira da existência humana, até de levá-la ao inferno.

Diz ainda que as feras são domáveis, mas a língua é indomável, carregada de veneno mortífero, ou seja, pode causar a morte e, considerando o que ele disse antes, presumo que inclui aqui a morte eterna.

Bem, considerando os lados positivo e negativo da língua, cabe salientar ainda a dicotomia decorrente, qual seja, bênção e maldição. Com a língua, bendizemos a Deus e amaldiçoamos os homens.

Daí, eu penso o seguinte: é por isto que às vezes somos julgados no nosso testemunho, que soa incoerente. Quantas vezes, já ouvi expressões do tipo:

  • “De que adianta cantar bonito para Deus na Igreja, 'louvando a Deus' e depois fofocar sobre a vida dos outros?
  • De que adianta fazer uma linda pregação na Igreja e cá fora, falar palavrões, falar mal dos outros?”

Olha, poderia listar várias frases do gênero! Mas... é perigoso falar. É melhor falar menos e com conteúdo edificante.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

JOSÉ E A MULHER DE POTIFAR

Escrito em 15/08/2012

“Ele [Potifar] não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (Gênesis 39:9)

Ontem conversamos sobre a sexualidade; hoje veremos o exemplo de pureza, respeito e obediência de José a Deus e ao seu senhor, lembrando que José havia sido vendido por seus irmãos como escravo para mercadores Ismaelitas que se dirigiam ao Egito, e que, por sua vez, lá o venderam a Potifar, oficial de Faraó e comandante da guarda.

O Senhor era com José e ele prosperava em tudo que fazia. O Senhor abençoou a casa de Faraó por amor a José. Potifar confiou tudo a José.

Como José era formoso de porte e de aparência, a mulher de Potifar pôs os olhos nele e insistiu com ele repetidas vezes, para que se deitasse com ela. Diante de suas investidas, José lhe respondeu conforme o texto de hoje, que ecoa até nossos dias, como exemplo de pureza, dignidade, respeito e de como devemos fugir do pecado.

Fonte: 4.bp.blogspot.com
Certo dia, José comparece à casa de Potifar, para tratar de negócios deste; a mulher dele estava só e volta a instar com José, mas diante de sua recusa, ela o segura pelas vestes; ele foge e suas vestes ficam nas mãos dela. Ofendida, ela arma contra ele, entregando-o aos demais servos da casa e depois para o seu esposo, invertendo os fatos, de forma a incriminar José. Assim, ele acaba sendo preso.

José passou anos na prisão, mas também lá o Senhor o abençoou e ele prosperou; o carcereiro lhe confiava total responsabilidade sobre o presídio.

José, por inspiração divina, interpretava sonhos e, por isto, um dia foi levado à presença de Faraó, que não conseguia entender um sonho que tivera. José testemunhou do Deus verdadeiro a Faraó e interpretou o sonho, pelo qual o Egito passaria por 7 anos de fartura e depois 7 anos de miséria. José então sugeriu a Faraó uma estratégia para o enfrentamento da situação. Como resultado, foi nomeado a um cargo imediato a Faraó, para administrar toda a terra do Egito.

Bem, o que queremos enfatizar, entretanto, é o temor de Deus que norteava a vida de José. Ele era ainda muito jovem, quando foi injustiçado por seus irmãos e depois pela mulher de Potifar; todavia, soube se manter puro, obediente a Deus, respeitoso e fiel ao seu senhor, e, mesmo numa prisão, manteve sua dignidade. E Deus o honrou sobremaneira e ele ainda pôde rever toda a sua família e salvá-la da fome que assolou a região.

José é um exemplo a ser imitado e uma força inspiradora para todos em qualquer fase da vida.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O JOVEM E A PUREZA

Escrito em 14/08/2012

“De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.” (Salmos 119:9)

Nesta semana, a lição da Escola Sabatina está analisando o assunto da santificação, abordando o aspecto da sexualidade, no contexto do aconselhamento de Paulo aos Tessalonicenses. Então, me lembrei do versículo acima e da importância do tema para os nossos dias.

Fonte: img2.mlstatic.com
Na época da minha juventude, aconteceu uma tremenda evolução tecnológica, que nos colocou em contato com o resto do mundo, inicialmente através da TV.

Uma das primeiras coisas que vi foi a tão famosa descida do homem na Lua, no momento em que acontecia, ou seja “real time”. 

Depois, veio o computador de grande porte, depois o PC de gabinete, depois o notebook; hoje temos o netbook, o Ipad, o celular, com acesso a internet, entre outros recursos tecnológicos. Agora estamos mundialmente conectados em rede, ou seja, “on line e real time”. Excelente, maravilhoso!

A contrapartida desta evolução é que uma filosofia de vida altamente liberal passou a ser disseminada de tal forma, que assistimos, nos acostumamos e começamos a considerar “natural” a transgressão dos princípios divinos, que grande parte da sociedade hoje julga como “caretas”.

Neste contexto, está a questão da sexualidade. O amor livre é a tônica do mundo atual. Poucos se preocupam em se preservar para uma relação de comunhão amorosa, conforme instrução da Palavra de Deus. Ela deixa claro que o jovem deve conservar puro o seu caminho. Então, a sexualidade é impureza? Claro que não! A sexualidade é um dom de Deus, como são a beleza, a inteligência, a fé, entre outros.

A sexualidade é um dom de expressiva força, que tanto pode ser utilizada de forma saudável, quanto prejudicial, santificada ou banalizada e pecaminosa, no tempo certo ou fora do tempo, com a pessoa certa ou com qualquer um. Então, é muito fácil dar vazão ao instinto sexual e, se entendermos a sexualidade como a dos animais irracionais, bastaria sentir o desejo, no caso deles, no cio, e encontrando o parceiro(a), efetivar a conjunção carnal. Mas esta não é a vontade de Deus para o ser humano.

Fonte: www.anda.jor.br
Diante de Deus, a sexualidade deve ser a expressão de um amor genuíno entre duas pessoas comprometidas diante dEle, numa relação de casamento; envolve liberdade, mas não promiscuidade; envolve intimidade, mas não lascívia; envolve carinho e carícias, mas não o abuso do outro.

Então, tanto o jovem como o adulto, para guardar puro o seu caminho e especificamente a sexualidade, devem se orientar pela Palavra de Deus, que contém orientações objetivas a respeito.

domingo, 18 de novembro de 2012

A ARMADURA DE DEUS - II

Escrito em 13/08/2012

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.[...] Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.” (Efésios 6:11 e 13)

Fonte: 1.bp.blogspot.com

Continuando o detalhamento da armadura de Deus que o cristão precisa utilizar para se proteger na guerra contra Satanás, vejamos o que Paulo acrescenta nos versículos 17 e 18:
  •       “Tomai também o capacete da salvação – o capacete protege a cabeça; a salvação deve ser um alvo constante na nossa mente, a nortear a direção do nosso viver. Temos um céu a conquistar e não podemos perdê-lo de vista, porque se relaxarmos e dermos atenção aos sedutores convites do inimigo, estaremos sujeitos à perdição. ‘Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida’. A teoria de ‘uma vez salvo, salvo para sempre’ não tem fundamento bíblico.
  •     e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus – ir para a guerra sem a espada é render-se ao inimigo; assim, o cristão que não se arma espiritualmente com a Palavra de Deus está fadado ao fracasso. Jesus, no deserto da tentação, resistiu a Satanás com o ‘está escrito’. Em todo o tempo, a Palavra de Deus era Sua referência.
  • com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito – a oração é o alimento da alma, é conforto na aflição. Quando o mundo se nos afigura sombrio, quando a esperança parece ruir, ajoelhar humildemente perante o Senhor e suplicar pode trazer o céu para junto de nós.
  • e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos e também por mim” – orar e vigiar, porque ‘Satanás anda ao nosso redor como um leão que ruge querendo nos devorar’; então precisamos perseverar, mantermo-nos firmes com o olhar fixos no Senhor. Orar por nós mesmos, pelos irmãos na fé, pelos interessados e até por aqueles que estão rejeitando o Evangelho, para que sejam tocados pelo Espírito de Deus. Suplicar pelos obreiros de Deus na Terra, que também são humanos e tentados; parece que contra eles, o leão ruge mais forte.
A Bíblia diz que “basta a cada dia o seu mal”; então, precisamos resistir todos os dias, para permanecermos inabaláveis. 

Finalmente, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, prescreveu toda a paramentação necessária para a guerra espiritual em que vivemos, no constante conflito com Satanás, mas revestidos da armadura de Deus, seremos vitoriosos.

sábado, 17 de novembro de 2012

A ARMADURA DE DEUS - I

Escrito em 12/08/2012

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.[...] Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.” (Efésios 6:11 e 13)

Fonte: 4.bp.blogspot.com

A vida cristã é um constante combate, pois a todo tempo nos deparamos com situações que são verdadeiras ameaças para nos afastar de Deus.

Assim pensando, Paulo utiliza a figura do soldado que se prepara para a guerra, com o objetivo de nos conduzir ao entendimento da necessidade de proteção contra o inimigo de nossas almas.

Daí, no contexto dos versículos de hoje, ele detalha os componentes da armadura, associando-os com a provisão disponibilizada pelo Senhor dos Exércitos para proteção dos Seus fiéis soldados, conforme versos 14-16:

·      “Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade – em tudo o que o cristão faz, ele deve ter a confiança de que a verdade sempre vence, mesmo que a vitória não seja imediata, mesmo que em algumas circunstâncias, ele seja tentado a relativizar. A verdade, como é em Jesus, deve ser o nosso diferencial e nossa proteção.

·      e vestindo-vos da couraça da justiça – a vestimenta básica do cristão é a justiça de Cristo, com ela estamos ‘arrumados’ para qualquer ocasião. Ao mesmo tempo que Jesus nos concede Sua justiça e nos livra da condenação, também nos habilita a sermos justos com os nossos semelhantes e espera que assim procedamos.

·      Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz – andar descalço em lugar pedregoso pode causar dores, bolhas, ferimentos nos pés e quedas; então é importante usar um calçado compatível com o caminho a palmilhar; assim, o cristão deve se calçar com o evangelho, qual seja, as boas novas de Jesus, que trazem redenção, alegria, paz e nos torna mais confortáveis no nosso caminhar.

·        Embraçando o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno – sem o escudo da fé, o cristão ficará desanimado, pois a fé lhe confere a certeza das coisas que espera, o galardão que lhe está prometido para o final da sua carreira. Se não utilizarmos o escudo da fé em Jesus, as tentações acabarão nos atingindo.

Amanhã prosseguiremos no detalhamento da armadura que Deus proveu para os Seus soldados no conflito contra Satanás.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O TEU DEUS TE LIVRE

Escrito em 11/08/2012

“Faço um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque é o Deus vivo e que permanece para sempre; o seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim.” (Daniel 6:26)

Fonte: 3.bp.blogspot.com
Daniel foi um profeta de Deus durante o cativeiro do povo judeu em Babilônia, a partir de 605 a.C. Ele foi para lá ainda jovem e devido à sua fidelidade a Deus e sua sabedoria, ele se tornou um figura ilustre (como um primeiro ministro hoje), nos reinos babilônico e medo-persa.

O verso de hoje se refere a um fato ocorrido, quando Daniel já estava bem idoso e ainda exercia funções de destaque.


Exatamente devido à sua excelência, na época em que Dario, o medo, era rei, Daniel foi nomeado como um dos 3 presidentes, colocados sobre 120 sátrapas, distribuídos por todo o reino. E Daniel se distinguiu sobre sobre todos eles: “porque nele havia um espírito excelente, o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino”.

Procurando algo que denegrisse a reputação de Daniel perante o rei e não o encontrando, os demais presidentes e sátrapas “armaram” para destruí-lo, e, justamente no aspecto da sua fidelidade a Deus. Assim, convenceram o Rei a assinar um decreto proibindo a todos os súditos do reino a fazer qualquer pedido a homem ou a deuses, que não a Dario por 30 dias e quem desobedecesse seria lançado na cova dos leões.

Daniel prosseguiu sua vida regularmente, e, como era seu costume, orava de joelhos 3 vezes por dia, próximo às janelas do seu quarto, do lado que dava para Jerusalém. Vendo-o orando, os seus pares entregaram-no ao rei.

Dario gostava muito de Daniel e tentou de todo modo livrá-lo, mas legalmente, não poderia fazê-lo. Então disse a Daniel: “O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre”. Daniel foi lançado à cova dos leões.

Naquela noite, Dario jejuou, não quis ouvir música e não dormiu. Logo cedo no outro dia, dirigiu-se à cova dos leões, e com voz triste, mas relativamente esperançosa, chamou a Daniel. E para sua alegria, Daniel respondeu: Deus enviou o Seu anjo que fechou a boca dos leões e eles não me fizeram nenhum dano.

Dario mandou tirar Daniel de lá, e, em seu lugar, mandou lançar aqueles que armaram para ele, juntamente com suas famílias, sendo todos devorados imediatamente pelos leões.

Na sequência, Dario fez novo decreto, conforme o verso escolhido para hoje, reconhecendo a supremacia do Deus verdadeiro sobre todos os reinos terrestres.

Que a nossa fidelidade a Deus não seja por decreto, mas como a de Daniel, fruto de uma decisão consciente e madura de servir a Deus, uma resposta de amor Àquele que, por Amor, deu a Sua vida por nós.