segunda-feira, 18 de março de 2013

O CEGO CURADO E OS FARISEUS

Escrito em 25/09/2012

“Respondeu-lhes o homem: Nisto é de estranhar que vós não saibais donde ele é, e, contudo, me abriu os olhos.” (João 9:30)


Fonte: www.waltermcalister.com.br

Todo o capítulo 9 do Evangelho de João é dedicado ao Cego de Nascença curado por Jesus. Neste episódio, Jesus, o maior revolucionário de todos os tempos, aproveita para quebrar 3 preconceitos existentes entre o povo de Deus, a saber:

·        A doença é decorrente do pecado:

Jesus caminhava com seus discípulos, quando se depararam com um cego de nascença. Então, os discípulos perguntaram a Jesus quem havia pecado, ele ou os seus pais, para que nascesse cego. Jesus respondeu que nenhum deles, mas foi para que nele se manifestassem as obras de Deus. Em seguida, cuspiu na terra, fez lodo com a saliva, passou nos olhos do cego e mandou-o se lavar no tanque de Siloé; ele foi e voltou curado para casa.

Era comum entre o povo de Deus se acreditar que as doenças eram resultantes do pecado. Embora o pecado e os hábitos nocivos possam facilitar o surgimento de doenças, como por exemplo, o vício do cigarro ao câncer, o sexo desregrado às doenças sexualmente transmissíveis, é um absurdo concluir-se que toda doença decorre de pecado.

Com este milagre Jesus quebrou este preconceito.

·        Toda atividade no sábado é proibida:

O dia em que Jesus fez este milagre era sábado e os judeus haviam tornado o sábado o dia do “não pode”. 

Tudo era proibido no sábado e Jesus realizou vários milagres no sábado, evidenciando que as obras realizadas em favor da libertação do ser humano da dor e do sofrimento podem ser realizadas em qualquer dia, inclusive no sábado. 

Na verdade, deixou claro que “o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado”. Não significa porém que Jesus liberou a realização de atividades seculares rotineiras no dia de sábado; este continua sendo um dia santo, ou seja, separado para uma comunhão especial entre a criatura e o Seu Criador.

·        O Messias prometido seria revelado à casta religiosa:

Deus escolheu uma família humilde, para, através dela, enviar o Messias prometido. Jesus seria um homem comum do povo e Sua missão de resgatar o homem do pecado e propiciar a sua salvação deveria ser levada a cabo nesta condição. Embora fosse o Deus encarnado, devia viver como um de nós, ser semelhante a nós, para sofrer e entender a luta humana.

A casta religiosa do tempo de Jesus, composta principalmente dos fariseus, embora devesse estar atenta para reconhecer o Messias prometido, não aceitou Jesus como O Enviado.

Neste episódio da cura do cego de nascença, houve uma grande controvérsia entre os fariseus, o cego curado e a sua família.

O versículo de hoje demonstra que, para o cego, era natural que os fariseus soubessem quem era Aquele que o curara e Sua origem. Os fariseus chegam a se gabar de conhecerem Moisés, mas não este homem que trabalha no sábado.

O próprio ex-cego revela que só poderia se tratar de um homem de Deus, um santo e não de um pecador, para fazer semelhante milagre.

Daí, os fariseus evidenciam também o primeiro preconceito acima comentado, dizendo que ele era “nascido todo em pecado” e queria ensinar para eles. E o expulsaram (vers. 34).

Os pais do cego só não foram expulsos da sinagoga, porque quando interrogados, alegaram que não sabiam e que interrogassem o filho, que era maior e podia responder por si mesmo.

Concluindo, muitas vezes somos impedidos de ver as coisas com clareza; ficamos tão cegos quanto a um cego de nascença, porque estamos com a nossa mente cheia de preconceitos.

Precisamos também da cura que só Jesus pode realizar.




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