sábado, 2 de fevereiro de 2013

O PÃO DO JUSTO

Escrito em 06/09/2012

“Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.” (Salmos 37:25)

fonte: http://mdemulher.abril.com.br

Este salmo foi composto por Davi já na sua velhice. O contexto geral é o contraste entre a vida do ímpio e a do justo, evidenciando que a sorte material do ímpio sempre “parece” mais favorável do que a do justo, mas a conclusão é que o Senhor atende às necessidades básicas do justo, exerce a justiça e ao final, o justo receberá o melhor prêmio, enquanto o ímpio será condenado.

 O versículo em pauta salienta que o Senhor não permite que o justo nem os seus descendentes fiquem desamparados.

Venho de uma família grande (14 filhos), que lutou com muita dificuldade para se manter; meus pais tinham um baixo nível de escolaridade (estudaram somente até a 4ª série), mas eram trabalhadores e honestos e nos educaram no temor do Senhor.

Lembro-me de muitas vezes minha mãe ter de utilizar de criatividade para por o alimento na mesa; às vezes, a horta que ela fazia no quintal não estava ainda em condições de colheita, bem como as árvores frutíferas estavam fora da época; então, ela fazia um mamão verde refogadinho, temperava com tomate verde também; cozinhava banana verde e assim por diante. Quando tinha carne, era um bife pequeno para cada um.

Às vezes, quando ela ficava preocupada com a falta de alimentos, aparecia a solução aparentemente do nada, mas hoje entendo que a mão do Senhor provia o necessário. Ou era alguma cliente de costura ou bordado (minha mãe costurava e bordava para fora) que devia há muito tempo e aparecia para pagar ou alguém querendo comprar alguma peça em couro do meu pai (ele era seleiro e artesão).

Mas o Senhor honrou os esforços dos meus pais, e hoje todos os filhos estão bem encaminhados, os mais velhos não chegaram ao curso superior, mas sobressaíram com sua inteligência e esforço, ajudaram os mais novos a estudar, permitindo-nos concluir alguma(s) faculdades. Os descendentes  todos têm tido oportunidade de avançar nos estudos. Meu pai faleceu com 76 anos, mas minha mãe está com 97 anos, ativa e produtiva, ainda orienta, aconselha, adverte sobre todos os assuntos, a todos da família: filhos, netos bisnetos e respectivos cônjuges. O aniversário dela, há muitos anos, é celebrado com muita alegria e fartura. Ela é muito querida de todos os parentes e da vizinhança.

Então, posso afirmar com orgulho santo que Davi tinha razão: o Senhor é justo e não deixa desamparados os seus filhos.  

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